segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Pare de se culpar por ser humana! 



Todos nós temos o desejo de sermos perfeitos. No trabalho, com a família, amigos... O corpo perfeito, o comportamento perfeito, ser a mãe e esposa prefeita. Passamos a vida nos julgando e condenando por não ser como a modelo da foto, a mãe dos filmes e novelas, ou por não ter a vida que nossos pais sonharam pra nós. E quando somos perfeccionistas a coisa fica muito pior. Vivemos sob uma pressão imensurável.
Quando me vi apaixonada pela primeira vez depois de ter me recuperado de um divórcio devastador, eu me senti culpada. Tive vergonha, medo, tristeza... Eu tinha prometido a mim mesma que nunca mais me apaixonaria por ninguém, porque acreditava que eram os sentimentos que me faziam fraca. Como eu iria cumprir minha missão de ajudar outras mulheres que já passaram pelas inúmeras coisas que passei se estava cega de paixão? Eu não podia permitir isso!
Desabafei com minha irmã. E ela me deu um choque de realidade com sua autenticidade sagitariana: “Pare de se culpar por ser humana!”. E foi aí que eu tive um grande salto de consciência: o que me tornou a mulher que sou hoje foi justamente a minha maneira de lidar e crescer com o que me acontece. O que me torna única, especial, foi a  minha constante busca por evoluir, melhorar, crescer. Estamos na terra pra isso: evoluir! Se fossemos perfeitos, não estaríamos reencarnados: seríamos deuses. 
Pare de se culpar por ser quem você é. Se ame, se aceite e não seja tão dura com você mesmo. Humanos erram, e o que nos torna diferentes é a forma que lidam com esses erros, superamos e os vencemos. Não se culpe por amar, sofrer, errar, acertar. A vida é isso! Não impregne a sua mente com coisas negativas como o julgamento e culpa. Isso só te puxa pra baixo. Não permita!
A propósito: se apaixone, sim! Ame, sim! Isso não é sinal de fraqueza. Muito pelo contrário: só os fortes podem se amar tanto que sobre uma quantidade considerável de paixão e felicidade para dividir com outra pessoa. Seja forte! Viva o que é recíproco e lembre-se: você não é perfeita! Mas, quem é? Você está dando o melhor de si e é isso que importa!
Muito obrigada!
Namaste 

terça-feira, 4 de setembro de 2018

5 lições que você deve aprender com Tina Tuner


Sou uma apaixonada por filmes e livros. Principalmente, aqueles baseados em histórias reais. Lembro de quando adolescente assistir o filme Tina – A verdadeira História de Tina Turner, e chorar, copiosamente. Não tinha muita maturidade para entender os abusos psicológicos, que ela sofrera. Mas lembro perfeitamente de vê-la chorar pelos físicos, com o rosto machucado, e me emocionar junto com a intérprete. Porém, o que mais me marcou foi como ela conseguiu vencer tudo isso e ser reconhecida pelo seu sorriso, força e alegria.
Hoje, entendo a importância de mostrar histórias como a dela, de superação. Vivemos em uma sociedade que necessita de exemplos reais, principalmente para as mulheres. Após assistir novamente o filme, já adulta, reler a história de vida desta Grande mulher e passar por coisas muito semelhantes, resolvi enumerar 5 coisas que você também pode aprender com ela que, apesar de não estar na mídia há anos, continua sendo um dos maiores nomes da musica mundial.
1.     Nunca é tarde para recomeçar
Quando se separou do segundo marido, com quem foi casada por quase 20 anos, Tina tinha 39 anos. Com 4 crianças (dois filhos seus e dois do então marido), perdeu todos os bens, dinheiro e direitos autorais durante o divórcio, fazendo questão apenas de ficar com as crianças e o nome artístico.
Mudou radicalmente seu estilo e, em poucos anos, superou o sucesso pessoal, musical e financeiro que havia “perdido”. Foi considerada pela Forbes uma das 10 artistas mais importantes do século - e também está entre as mais bem pagas - se casou com um homem que a compreende, respeita e ama. Recuperou, também, sua relação com a família e consigo mesma.
Aos 39 anos, justamente quando tantas pessoas acreditam que tudo está acabado, ela recomeçou, do zero, com 4 crianças. Não culpe a sua idade ou condição social. A mudança depende de vontade e iniciativa. E tudo isso está dentro de você.

2.     A espiritualidade muda vidas
Tina se sentia rejeitada pelos pais, foi agredida física e psicologicamente por dois maridos, atentou contra a própria vida por não suportar tanto sofrimento. Chegou a duvidar da sua beleza e talento. Não se amava mais. Mesmo sendo aclamada por todo o mundo, ela não conseguia enxergar-se como uma grande e talentosa mulher.
 Então, uma amiga lhe apresentou ao Budismo de Nitiren. Entre o silêncio da meditação e as orações, reconectou-se com a sua essência e finalmente conseguiu, após 38 anos, se ver como realmente era e se amar de verdade. E quando uma pessoa chega à esse ponto, ninguém pode pará-la. Em um ano de estudo, os resultados eram visíveis. Conseguiu recuperar sua saúde (que estava debilitada), teve coragem de pedir o divórcio e seguir em frente.
Espiritualizar-se (note, não estamos falando de religião, de rótulos) é conectar-se com o seu Eu verdadeiro, com Deus, com o Universo. E isso te dá força, saúde, coragem e, conseqüentemente, amor próprio. Com esses elementos, você pode chegar onde quiser!

3.     Quem está ao seu lado conta muito
Escolher bem as amizades, os parceiros de negócio, os colegas de trabalho com os quais se relaciona é muito importante. Preste a atenção: quando você está cercada de pessoas negativas, em pouco tempo, a sua freqüência energética baixa e você se sente triste, desanimado. Tina tentou suicídio no auge da carreira, por não acreditar mais em si mesmo e ser diariamente inferiorizada pelo então companheiro. Só quando ela afastou-o da sua vida, mudou de amizades e parceiros de trabalho, conseguiu recuperar as forças para se tornar o sucesso que foi (e ainda é).
Saiba que escolher bem quem está ao seu lado conta muito mais do que a própria batalha! Analise bem suas companhias e prefira as que te incentivam a ser cada vez melhor e mais forte!

4.     “O passado é lugar de passagem, e não de morada”.
Passe pelas experiências, aprenda o que tiver de aprender com elas e siga em frente. No processo de aprendizado, Tina escreveu um livro para ajudar outras pessoas, que poderiam estar passando pela mesma situação. Então, ela seguiu em frente. Fortaleceu sua “Nova” carreira, sua vida pessoal, e se tornou uma nova pessoa. Você nunca viu e nem verá Tina triste ou falando sobre a história novamente. Acabou!
Falar constantemente sobre o passado é viver nele, é reviver a experiência cada vez que a relata. Se está resolvido, deixe no passado e vá em frente. Viver em sofrimento é uma escolha. 

5.     Tudo de material pode lhe ser tirado, mas o seu talento e quem você é ficarão para sempre
Você pode perder sua casa, dinheiro, carro... Mas, como foi que conseguiu tudo isso? Com seu talento, seu dom. E isso, ninguém pode tirar de você. Nem você mesmo. A Tina aprendeu isso. Ela ama cantar e sabia que ninguém tinha uma voz como a dela. Ninguém podia expressar o que ela estava sentindo da forma que ela fazia com as canções. E foi por isso que ela conseguiu ultrapassar os valores e sucesso que tinha perdido.
Você pode esquecer e duvidar dos seus talentos. Mas nunca vai perdê-los. Não há ninguém como você. Você é único! Se ainda não descobriu qual é o seu talento, seu dom, reconecte-se com sua essência e descubra. Você vai se surpreender!

Acredite: você pode superar qualquer coisa. Só depende de você!
Muito obrigada!
Namastê

terça-feira, 21 de agosto de 2018

8 exercícios infalíveis para ser mais feliz e elevar sua auto-estima





Somos seres de hábitos. Sendo Ruins ou boas, tendemos a repetir e tornar parte da nossa rotina as práticas que executamos várias vezes. Por exemplo: você precisa acordar todos os dias às 6 da manhã, mas não tem o costume; depois de certo tempo repetindo este horário, diariamente, você estará acordando sem despertador. Também tendemos a repetir as atitudes que vemos constantemente em nossa casa, escola e, quando adultos, no ambiente de trabalho.  E, sem perceber, estamos revivendo histórias de outras pessoas como se fossem nossas. Filhos de pessoas dominadoras e agressivas que namoram e se casam com outras pessoas dominadoras e agressivas, por exemplo.

Mas, se tomamos consciência de que somos seres de hábitos, podemos usar este fato para o nosso favor. Quando comecei a meditar, por exemplo, 5 minutos de silêncio pareciam o próprio inferno. Após meses de luta e persistência encontrei a técnica certa e a meditação se tornou parte da minha rotina. É assim com a prática de exercícios físicos (ou você acha que todos já nasceram com vontade de pegar peso?); hábitos alimentares saudáveis, disciplina no trabalho, felicidade etc. Tudo é uma questão de persistência, pratica e determinação. Mas, se é possível fazer isso em tantas áreas, será que conseguimos alterar nossa auto-estima, amor próprio?

A resposta é SIM! Tudo começa com a força de vontade. E, se você chegou até aqui na leitura deste artigo, significa que você está disposto. Parabéns! Abaixo, listarei algumas práticas que, sendo repetidas diariamente, com disciplina, farão você entender o quanto é único, especial e atrairá para a sua vida tudo de maravilhoso que você merece!

1.     Semeie a Gratidão!
Use mais vezes em seu dia o termo: Muito Obrigado (a)! Agradeça a cama que você dorme, a pessoa que fez seu café da manhã, ao motorista do ônibus, ao porteiro do seu prédio, ao colega de trabalho, ao seu chefe, a seus pais (pessoalmente ou em oração)... Torne a Gratidão o seu mantra diário.  Antes de dormir escreva em um caderno cinco coisas pelas quais você foi grato naquele dia.  Coloque ao lado da cama e, ao acordar, leia novamente o que escreveu. Este hábito vai te fazer prestar mais atenção às pequenas e grandes coisas que ocorrem no seu dia e que muitas vezes passavam despercebidos.
Além disso, você vai dormir e acordar muito feliz, pois a gratidão está ligada ao coração e ao cérebro ao mesmo tempo. No cérebro, age ativando o Núcleo Accumbens, que libera dopamina (responsável por transmitir as mensagens entre os neurônios) causando, automaticamente, sensações como vitalidade, alegria, satisfação, otimismo, ressignificação, vitalidade, autoestima... Outra substancia é estimulada através da gratidão: a ocitocina. Este ajuda a controlar os estados mentais prejudiciais. Estimulada pelas vias cerebrais, desperta a função do afeto, diminui a ansiedade, reduz o medo e o pânico, e traz bem-estar.

2.     Faça uma lista das suas qualidades!
Sei que por vezes parece que temos somente defeitos. Somos humanos e, por tanto, suscetíveis a erros e acertos. Mas, ao mesmo tempo, somos únicos e, sendo assim, temos dons e qualidades exclusivos. Ninguém tem o sorriso como o seu. Ninguém tem os olhos como os seus. Ninguém tem  aquele sinal ou marca de nascença que você tem. Ninguém tem a sua persistência e força de vontade. Ninguém é tão bom no seu trabalho como você. Ninguém sabe fazer aquela salada ou torta que você faz. E, por vezes, você precisa ser lembrado disso.
Escreva uma lista com todas estas coisas e deixe no seu bolso ou bolsa. E, sempre que lembrar de mais uma, releia as anteriores e acrescente a que lembrou. Comece a lista com, no mínimo, 5 e, em poucos dias, vai perceber que tem muito mais qualidades do que imagina. Se não conseguir começar sozinho, peça a um amigo ou parente que te conheça bem para te ajudar SOMENTE nos primeiros dias.

3.     Tire uma hora do dia para fazer algo que você realmente gosta!
Toda criança tem algo que realmente gosta de fazer: escrever, desenhar, brincar com dinossauros, correr, ler história em quadrinhos ou livros, cuidar das plantas... com o passar do tempo, deixamos estas coisas de lado e criamos tempo para o trabalho, para um amigo, mas não para nós mesmos. De hoje em diante, você vai ter, no mínimo, uma hora por dia para fazer algo que realmente te dê prazer, que te faça sorrir. Se dê este presente. Vá fazer uma caminhada, sente e simplesmente não faça nada, leia, cuide do cabelo, das unhas... Não importa o que você faz neste tempo: ele é seu momento. Trate-se bem, dedique tempo a você mesmo.  
Em pouco tempo vai entender que se você for a sua própria prioridade, se sentirá mais completo, mais realizado e, conseqüentemente, mais feliz. E você merece isso! Vai redescobrir dons que há muito tempo estavam esquecidos e entender que precisa levar este prazer para todas as áreas da sua vida. Valorize o tempo que passa consigo mesmo e todas as outras pessoas vão ter prazer em desfrutar o tempo que passa em sua companhia.

4.     Substitua as reclamações por elogios!
Tudo em que focamos a nossa atenção cresce. Quanto mais você focar em um defeito, mais traços dele serão enfatizados; Se você não parar de pensar no problema que tem que resolver, não vai encontrar a solução. Simples assim! Preste a atenção nos seus pensamentos, sentimentos e ações em relação a todas as coisas. Quanto mais pensamentos bons e qualidades ver nas situações e pessoas, mais coisas, situações e pessoas boas vão ser atraídas para você. Não é pensamento positivo, é Lei da Atração!  
Sempre que se pegar fazendo uma reclamação ou crítica, ainda que mentalmente, respire fundo três vezes (isso oxigena o cérebro) e substitua este pensamento por um elogio ou pensamento positivo. Acredite: os efeitos são instantâneos!

5.     Faça doações para quem precisa!
Muitas vezes estamos em situações muito delicadas e não conseguimos ver que alguém daria tudo o que tem para estar em nosso lugar e ter a nossa vida. Você tem somente R$10,00 no bolso? Tem alguém que precisa de R$1,00 para completar a passagem e não tem, por isso está indo à pé. Você não gosta do seu trabalho? Tem pessoas que estão desempregadas há mais de 5 anos. Você não tem um casaco da moda? Tem pessoas que estão dormindo ao relento e não tem uma camiseta para se proteger. Não estou dizendo para você viver comparando a sua situação com a das outras pessoas, mas para você valorizar as coisas que tem e te lembrar que você tem muito mais do que imagina. E se você tem mais do que imagina, sempre tem algo para doar!
Um fato muito interessante sobre a doação é: o hábito de doar libera o fluxo de receber. Tudo o que vai, volta. É cientificamente comprovado. Grosso modo, quem doa, prospera. Além de ajudar outra pessoa a crescer, está ajudando a si próprio a se livrar do medo e da escassez, de karmas e pensamentos negativos. Como conseqüência, libera o fluxo de recebimento, abre portas e prospera.
Determine a si mesmo que todos os dias doará alguma coisa a alguém: um elogio, uma palavra de conforto, tempo, dinheiro. Faça essa energia circular. E, se está circulando, tudo isso voltará de alguma maneira, para você!

6.     Seja menos duro consigo mesmo!
Eu sei: Tendemos a exigir de nós mesmos que sejamos os melhores em tudo. E quando não atendemos a essas expectativas, ficamos muito frustrados. Essa frustração, se não tratada e corrigida de imediato, causa tristeza que, conseqüentemente, gera depressão. Agora, preste a atenção: você já viu alguém aprender ou melhorar sendo pressionado e julgado a todo o momento? Com certeza, não! Você já viu alguém verdadeiramente feliz sob pressão? Certamente, não. Então, por que com você seria diferente?
É importante você entender que não podemos ser os melhores em tudo. Somos humanos e suscetíveis a erros. Você já errou antes e vai, com certeza, errar novamente. O importante é dar o melhor de si. E este melhor, se dado de coração, será reconhecido. Pare de se cobrar tanto! Valorize mais as coisas que você consegue fazer e faça da melhor maneira. Assim, você ficará feliz e todos a sua volta serão beneficiados com isso. Você será muito mais feliz, muito mais valorizado. Sem pressão, a vida fica muito feliz e mais leve.

7.     Cuide da sua alimentação e do seu corpo
Seu corpo é um templo, é seu instrumento de trabalho, é o reflexo da sua saúde. Cuidando da sua alimentação, cultivando hábitos mais saudáveis, você está cuidando e respeitando este templo. Seu cabelo ficará muito mais bonito e sedoso, sua pele mudará radicalmente, assim como o funcionamento do seu intestino. E tudo isso contribui para que você se sinta mais feliz. Se alimentar corretamente, também influencia na cura e prevenção de diversas doenças físicas como gastrite, prisão de ventre e algumas mais graves também. Cuidar da alimentação é se amar e se respeitar. Você merece isso!
Não pule refeições. Coma mais frutas e verduras. Diminua ou zere o consumo de álcool e refrigerantes. Dê preferência a alimentos frescos e sem conserva. Você vai sentir a diferença desses novos hábitos logo na primeira semana.

8.     Cuide da sua espiritualidade
Independente de religião, a sua espiritualidade é a base da sua vida. Suas crenças te moldam, acredite. E mesmo o fato de não acreditar em nada diz muito sobre você. Então, cuide da sua espiritualidade. Limpe as crenças que estão enraizadas no seu subconsciente e que, muitas vezes, nem começaram com você. Valorize a sua existência. Tire um tempo para estudar e pensar sobre isso. Vale muito à pena! Quando você entende que faz parte de um todo, que é um com todo o Universo, entende, também, o quanto você é valioso e importante para o crescimento e melhoramento da Humanidade. Precisamos de você! Se você melhora, o mundo melhora!

Siga essas dicas, adaptando-as a sua realidade. Comece com o que conseguir e vá acrescentando as demais, uma a uma, a sua rotina. Acredite, em um mês os resultados serão enormes e a diferença será visível na sua saúde mental e física e, principalmente, você será muito mais feliz.
Muito Obrigada!
Namastê!

quinta-feira, 12 de julho de 2018

A sororidade (aliança entre mulheres) não é só uma palavra bonita para você usar na rede social




A palavra do momento é Sororidade, que é “a união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum”. O conceito é muito interessante, e a palavra está presente nos textos do facebook, hashtags do instagram, nos discursos acalorados, vídeos e comentários... Mas, e na prática?
Como escritora sou (antes de tudo) uma observadora dos seres humanos. E por achar extremamente contraditórios os discursos das ações que tenho visto, resolvi contar para vocês um pouco da minha experiência com as pessoas que mais falam sobre sororidade atualmente no meu circulo social. Não estou generalizando ou dizendo que isso se repete no seu meio ou na sua vida. Estou escrevendo sobre o que vivo.
Quem são elas?
Estas, são as mesmas mulheres que estão linchando publicamente a ex mulher de um cantor famoso por esta exigir que o ex pague uma pensão justa para o filho que tem com ele (sim, ela não procriou sozinha). As mesmas ditas defensoras das mulheres, são as que questionam a veracidade de uma denúncia de abuso sexual e violência doméstica feita por outra mulher, fazendo perguntas do tipo “por que demorou tanto pra denunciar?”, ou fazendo afirmações do tipo “ela tem cara de quem gosta” ou “apanhou porque mereceu!”.
São elas que quando encontram outra usando short ou um vestido mais ousado, soltam o clichê “é por isso que os homens não respeitam as mulheres”. Ou quando descobrem que o marido da vizinha a traiu se refere à outra como “vagabunda” e outros nomes de baixo calão, sem sequer citar o homem, que teoricamente é um dos responsáveis pela própria relação.  
Essas mulheres que dizem lutar por mais empatia, são as mesmas que se sentem ameaçadas por outra que trabalha na mesma área e fazem de tudo para prejudicar a suposta rival atrapalhando o bom andamento do serviço desta. São as mesmas que se afastam das amigas solteiras quando começa a namorar porque o parceiro insinuou algo sobre a índole delas.
Estas mesmas pessoas que mandam correntes pedindo para as mulheres se unirem, são as que quando descobrem que outra está fazendo sucesso, questionam os meios que usou e fazem insinuações sobre o caráter e a índole dela. Que acreditam que nenhuma mulher consegue construir fortuna se não usar o corpo para isso. São as mesmas que se revoltaram quando uma mulher rica disse na internet que se sentia muito cansada depois do parto, mesmo com babás, e insinuaram que ela “nem tocava” nos filhos, simplesmente por ser rica.  
Qual o caminho?
Inveja, fofoca, julgamento, falsidade, “puxar tapete”, denegrir certamente não é! Isso não tem simplesmente nada a ver com sororidade. Pelo contrario, está te levando justamente para o caminho oposto. Empatia é se colocar no lugar do outro, e não é possível falar em sororidade sem passar pela empatia.
Antes de crucificar outra pessoa, se coloque no lugar dela. Como você se sentiria ao ter sua credibilidade e índole atacados na internet por alguém que você nunca viu e sabe muito pouco ou nada sobre você? Como você se sentiria se uma pessoa do mesmo sexo que você se sentisse ameaçada pela sua presença, simplesmente porque você tem talento? Como você se sentiria se duvidassem da sua inteligência e potencial simplesmente por ser mulher? E o pior, como você se sentiria se todos estes julgamentos viessem de outra mulher? Então, é assim que o outro se sente quando você age dessa maneira.
A sororidade não é só uma palavra bonita para você usar na rede social. É pra ser vivida em cada momento do seu dia, para melhorar a sua vida e a de todos que estão à sua volta. Principalmente as mulheres. Já somos julgadas a todo momento, então não precisamos mais disso. Ame mais e julgue menos.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Quebre o ciclo de relacionamentos ruins que construiu até hoje e recomece. Você merece muito ser amado!



Eles se conhecem por meio de amigos em comum. Logo notaram o quanto têm coisas em comum. Vão às mesmas festas, gostam dos mesmos passeios... Depois de conversarem bastante, decidem “ficar”... e deste “ficar”, em poucas semanas, estão namorando. Se divertem indo a festas, ela adora ir às reuniões da família dele, também curtem muito ficar em casa abraçados, conversam sobre muita coisa. Então, ainda que tenham pouco tempo de namoro, se vêm como “o casal certo” e decidem se casar.
Pouco tempo depois da linda festa, ela perdeu completamente o interesse pela diversão. As baladas se tornaram enfadonhas, os amigos dele (os mesmos que apresentaram os dois) se tornaram inimigos, pessoas que “querem tirar o foco dele”.  A mãe dele também se tornou um problema: as opiniões, antes válidas e bem vindas, se tornaram chatas e soam como “intromissão e controle” sobre a vida dos recém casados.
Os cuidados com o corpo e o cabelo, que antes eram uma prioridade, ficaram para terceiro ou quarto plano. As camisolas compradas ou presenteadas pelas amigas na despedida de solteiro estão todas em um pacote guardado em alguma gaveta que ela não sabe bem qual é.
Ele não insiste mais para saírem juntos. Também acha as amigas dela chatas e intrometidas. O estresse do trabalho aumenta na mesma proporção que a sua paciência com as pequenas coisas em casa diminui. As discussões se tornam cada vez mais calorosas e a vontade de ficar em casa cada vez menor.
A companhia dos amigos tem sido excelente refúgio. O telefone tem ficado mais tempo desligado, como uma “provocação divertida”. Também não gosta mais dos programas em família, mais especificamente, com a dela. O interesse pela liberdade de solteiro voltou, assim como o interesse em outras mulheres. No aniversário de dois anos de relacionamento, o jantar termina com o pedido de divórcio.

De quem foi a culpa?
Apesar da história acima ser fictícia, foi baseada em centenas de histórias que já ouvi (e vivi) até hoje. Incluindo os termos e as justificativas. Duas pessoas que se conhecem e, por gostar da companhia uma da outra, tentam de qualquer maneira, se encaixar na vida da outra, deixando todo mal entendido para depois, abrindo mão das coisas que realmente gostam, simulando estarem satisfeitas com situações desconfortáveis... É possível fazer isso por um tempo. Mas, quando se vive sob o mesmo teto, 24 horas por dia, 365 dias no ano, isso não é mais possível.
Um velho ditado diz o seguinte: “A verdade é como o Sol, pode ficar escondida por um tempo entre nuvens, mas, no final, sempre aparece”.  Note que não estou dizendo que você é uma pessoa mentirosa. Mas ninguém muda por uma pessoa que não seja ela mesma. Vou explicar: a única mudança genuína é aquela que nasce do interior para o exterior.
Por exemplo, se alguém fala diariamente no seu ouvido que você “deve parar de usar vermelho”, que “não gosta quando você usa vermelho”, você pode até deixar de usar vermelho em algumas ocasiões, mas, assim que tiver oportunidade, vai usar vermelho de novo porque ama a cor e se sente bem com ela.
Mas, mesmo sem ninguém ter dito nada, se você acorde um dia, se olha no espelho e nota que o vermelho não te favorece. No dia seguinte, outra peça vermelha e a mesma sensação. Depois de um tempo, terá exterminado a cor da sua vida, porque o desconforto com relação à ela partiu de dentro e não de um comentário ou opinião externa.
No começo do namoro é exatamente assim: o parceiro diz que detesta ciúme e você diz que não é ciumento. O parceiro diz que gosta de balada, e você diz que ama. O parceiro diz que não vive sem os jantares e festas semanais em família, e você passa a ser presença garantida nesses eventos.
Mas, como nada disso é verdadeiro, como você não fez aquilo com verdade, com sentimento, uma hora virá a tona e não haverá outra forma de lidar com isso se não falando a verdade e convivendo com as conseqüências. Não existe isso de: “tal pessoa não era ciumenta e hoje é”, “ela amava minha família e hoje odeia”, “ele se divertia com meus amigos e hoje não os tolera”... É um fato.

Qual a solução?
Posso falar do assunto com propriedade. Se você não está seguro sobre quem é e feliz com as suas escolhas e com a própria vida, você sempre vai achar que precisa mudar para agradar o outro e conseguir um relacionamento verdadeiro. Isso serve para relacionamento amoroso, amizade, emprego etc. O autoconhecimento é a chave para o sucesso em qualquer área da sua vida!
Se você não gosta da sua aparência, por exemplo, vai sempre achar que o outro também não gosta. E, aparentemente para agradá-lo, vai fazer de tudo para parecer mais “bonito” e se sentir extremamente inseguro quando o outro estiver perto de alguém que tenha a aparência que se aproxima da que você considera ideal. Daí surge o ciúme, na maioria das vezes.
Note que está tudo dentro de você e não tem nada a ver com o outro. Não adianta o seu parceiro repetir diariamente o quanto te acha inteligente, elegante, bonito, etc se você realmente não acreditar nisso. Semelhantes se atraem! Pessoas inseguras atraem pessoas inseguras e constroem relacionamentos ruins, destinados ao fracasso. Pessoas bem resolvidas (realmente bem resolvidas) atraem pessoas bem resolvidas e constroem relacionamentos com grandes chances de sucesso.
Isso vale também para seu trabalho, seu relacionamento com sua família, amigos e tudo mais. Se você está feliz e sabe o que quer, vai atrair trabalho, condição financeira e relacionamentos que combinam com o seu estado de espírito e com o que você almeja para o futuro.

Como investir em você?
Disse em outros artigos e repito neste: invista sempre em você! Melhore para você e, conseqüentemente, estará melhorando tudo a sua volta. Terapia, espiritualidade, meditação, Yoga, dança, viagens... Tudo que te ajudar a descobrir o que realmente gosta, o que sente, trabalhar o que não foi bem resolvido, é ótimo para o seu crescimento. E quando você tiver se tornado a pessoa que nasceu pra ser, vai atrair para a sua vida alguém que esteja nesta mesma vibração, mesma energia, e poderão construir um relacionamento feliz e saudável.   
Aprenda a se relacionar pelos motivos certos. Entenda que o outro não é responsável por mudar sua vida e fazê-lo feliz. Somente você pode fazer isso. Quebre o ciclo de relacionamentos ruins que construiu até hoje e recomece. Você merece muito ser amado!

Muito obrigada!
Namastê

terça-feira, 26 de junho de 2018

Para as mulheres que detestam "ficar": amiga, eu te entendo!


Ainda não descobri se esta característica é um defeito ou qualidade, mas não consigo mudar: não tenho o mínimo saco para o famoso “ficar”. E resolvi escrever sobre isso porque percebi que muitas das minhas leitoras têm o mesmo sentimento. Amiga, é normal. Aquela fase do “liga ou não liga”; “não ligo se ele não ligar”; tentar adivinhar o próximo passo do outro; os encontros por acaso (que não são tão por acaso assim); abrir a porta de casa para uma pessoa que talvez nunca mais veja, e, principalmente, trocar energia com uma pessoa que eu nem sei o que fez no dia anterior (sim, a energia de uma pessoa, quando compartilhada com você, fica com você por, no mínimo 6 meses). Definitivamente, não é pra mim. 
Tive minha fase e não julgo quem ainda curte. Antes de casar o critério que eu utilizava para ter relações era: tesão. Simples, não é? Não faltavam opções, é claro. Se eu quisesse, poderia escolher um parceiro para cada dia da semana. Já no quesito qualidade... Aí é outro papo. Conheci egoístas, sádicos, submissos... e tive a sorte de, depois destas experiências, poder dizer e entender o que eu realmente gosto e quero. E o que eu não quero...  
Depois do divórcio, mergulhei no autoconhecimento. E isso, é claro, incluía o meu corpo e os meus sentimentos. Isso me tornou muito mais exigente. Fazer sexo por fazer não me preenche mais. É muito vazio. Eu gosto dos toques suaves e também dos intensos, mas nos momentos certos. Gosto de agradar e ser agradada também. Tudo feito de forma muito recíproca. E este tipo de conexão só  ocorre com afinidade e prática. Um desconhecido não tem como saber que você detesta que passem a lingua na sua orelha ou que você é mais sensível aqui ou ali. Não sou puritana. Longe disso. Mas não me permito mais fazer nada que realmente não queira fazer. Como disse anteriormente: já sei do que gosto e o que não gosto.
Isso me tornou extremamente prática. Tem atração? Ok. Temos conexão mental? Ok. O cheiro (eu amo cheiros) é bom? Ok. Então vamos para os próximos passos. Sem jogos! Se quero ligar, ligo. Se não estou mais afim, digo também. Não faço os tradicionais jogos que o grande público está acostumado. Então prefiro nem começar nada por enquanto. Mas o corpo tem necessidades... Então segui o conselho de uma amiga e arranjei um famoso PA (p** amigo).
Juro que tentei manter relacionamento apenas sexual, com amigo, enquanto aguardava o próximo namorado. Mas os homens ainda se assustam com mulheres que tomam a iniciativa e sabem delinear o que querem. Um exemplo: depois de um ano e quase meio sem sexo, saí com um amigo que conhecia há 8 anos. Foi puramente físico. Depois do sexo, falamos em fazer novamente. E quando o procurei pra repetir, ele estava completamente diferente. Perdi o amigo e o sexo (risos).  E ele realmente era um amigo especial.
Dei uns beijinhos em festas, mas nada que me interessasse para dar o próximo passo. Não é nada excitante, pelo menos pra mim, ir pra cama com um cara que o maior elogio que te fez foi “nossa, como você é gostosa”. Me poupe, cara!
Então, o que fazer? Bem, não sei você leitora, mas eu prefiro esperar. Enquanto isso, aplicativo de namoro é uma boa opção. Ali você pode ser clara quanto ao que quer e, a probabilidade de alguém que não tenha nada a ver com você entrar em contato é muito menor que em uma festa. Amigos dos amigos também são boas opções. Seus amigos de verdade não vão te apresentar alguém que não tenha alguma afinidade com você. Mínima que seja.
O importante é saber claramente o que quer. Quando você sabe, fica mais fácil saber o que não quer. Tome muito cuidado para não se envolver com um cara só porque está frio e você quer dormir de conchinha. Também não acredite que vai encontrar o príncipe encantado numa balada. Pode acontecer, mas são exceções. Eu prefiro não arriscar.
Tenha a certeza de que, dentre as milhões de pessoas no mundo, tem um cara que deseja as mesmas coisas que você e vocês vão se encontrar. Mas se você estiver com o espaço ocupado por alguém que não tem, definitivamente, nada a ver com você, essa probabilidade se torna ainda mais difícil.  

terça-feira, 12 de junho de 2018

Feliz dia dos Namorados!



A você que namora a vida
A você que namora a natureza
A você que namora viagens
A você que namora a noite
A você que namora filmes
A você que namora a paz
A você que namora o amor
A você que namora a família
A você que namora o mar
A você que namora a Lua
A você que namora o Sol
A você que namora as estrelas
A você que namora o espelho
A você que namora os animais
A você que namora o mundo
A você que namora a aventura
A você que namora a liberdade
Não importa o que você escolheu namorar. O importante é amar!
Feliz dia dos Namorados!


sábado, 9 de junho de 2018

Você não tem culpa de nada. Depressão é doença e tem cura. Acredite!



Anthony Bourdain – Chef e apresentador. Trabalhava viajando o mundo conhecendo culturas diferentes, tratando de temas ligados a culinária e entretenimento. Tinha namorada e filha.
Kate Spade – estilista renomada e dona da sua própria marca de bolsas. Tinha filha e marido.
Tim Bergling (DJ Avici) – Um dos DJs mais famosos da atualidade. Bilionário e fazia muito sucesso com o público feminino. Tinha namorada e enteado.

O que estas pessoas têm em comum? Todos três, aos olhos do grande público, tinham “tudo”: sucesso, dinheiro, fama, família, beleza... E mais uma coisa: os três cometeram suicídio nos últimos dias.

A culpa não é do dinheiro, da fama, do sucesso, da aparência... A culpa não é da família, não é da vítima (sim, o suicida também é uma vítima), não é do chefe, do vizinho... Não existem culpados em casos de doenças. Entendam: a depressão é uma doença!

Bato sempre na mesma tecla e vou continuar batendo: como o outro nos vê é problema deles e não nosso. Só nós sabemos o que se passa na nossa casa, na nossa vida e, principalmente, dentro da nossa cabeça. Então somente nós podemos buscar ajuda para resolver estas questões.

Não pense que trabalhando como louco, passando dias e noites na academia, bebendo todos os dias com seus amigos, fazendo sexo de maneira desregrada, você vai calar a sua voz interior que grita por atenção e ajuda o tempo todo.

Você não vai conseguir fingir não ouvir seus fantasmas para sempre. Não funciona. Os meus só se calaram quando me abri para encontrar ajuda. Procure ajuda!

Terapia, meditação, Theta healing, yoga, espiritualidade, Física quântica... Não importa! Procure ajuda! On line, pessoalmente. Converse com pessoas próximas, perca o medo do julgamento dos outros porque, como eu disse antes, o que eles pensam é problema deles. Se salve!

A sua vida vale muito. Eu amo você! Eu acredito no seu potencial! Eu me importo com você! Muito. Mas você também precisa se amar e se importar.

Você não tem culpa de nada. Depressão é doença e tem cura! Acredite!

Procure ajuda, imediatamente!

Você nunca está sozinho.




sexta-feira, 8 de junho de 2018

Amiga, não é saudade do embuste do ex, é só frio. Não ligue pra ele!



Todo inverno é a mesma coisa: as temperaturas caem rapidamente; a turma troca os barzinhos e baladas por filme, pipoca, vinho e chocolate quente; fica mais reclusa em casa. Principalmente quem mora ou está sozinho, sente mais a pressão: chuva, frio, dia dos namorados...As pessoas começam a passar mais tempo com elas mesmas. Tem que lidar com seus pensamentos, carências, medos. E esta falta de hábito causa um mal que aflige a centenas de pessoas todos os anos: recaídas!  
Os sintomas da primeira fase começam com um incomodo por ficar mais tempo em casa, pensamentos dos quais você fugiu por muito tempo teimam em querer roubar sua atenção. Abre a janela e vê a chuva que te tira a vontade de ligar pra uma amiga e ir a um restaurante. Pede comida pra entregar ou prepara algo bem rápido. Essa repetição, por dias à fio, começa a ficar insuportável.
A segunda fase é a dos pensamentos que começam com o “Poxa, seria legal ter uma boa companhia aqui”. Passa pelo “porque mesmo eu terminei com fulano de tal?”. E termina com o temido: “não custa nada ligar pra fulano. Ele nem era tão ruim assim”. E aí o mal se instala e sempre termina da mesma forma: algum tempo depois, muito arrependimento. Pode demorar uma noite, um mês ou muito mais. Mas a conseqüência sempre vem.
Para começar, amiga, se precisa ficar frio e se sentir muito sozinha pra sentir saudade de alguém, é porque você não está com saudade desta pessoa de fato. Você está, apenas, com muita dificuldade de lidar com sua própria companhia. E a outra pessoa está sendo usada para resolver isso. Ou seja, você não gosta nem dela, nem de você.
Segunda observação: o que tem de errado com a sua própria presença? É tão incomoda que você prefere abafar os sons dos seus pensamentos trazendo de volta uma pessoa que já havia sido expulsa da sua vida? Como você pode desejar a companhia de uma pessoa, querer dividir a vida com outra pessoa, se você não suporta a sua própria presença? Não confunda nunca estar sozinha com solidão.
Moro no interior, e muitas pessoas ainda estranham o fato de eu sair pra tomar uma taça de vinho e comer algo sozinha, ou ir a um distrito vizinho ouvir música ou experimentar um prato novo, ir à praia, a palestras, conhecer um bar de Jazz e, muitas vezes no passado, sair pra dançar.
Saio também com amigos. Mas posso dizer com muito orgulho: amo estar em minha própria companhia. Batalhei muito para crescer e batalho, diariamente, para melhorar ainda mais. Seja espiritual, mental ou fisicamente. Quantas vezes, no passado, decepcionei-me com relacionamentos, seja de amizade ou namoro, por esperar das pessoas coisas elas não poderiam me dar.  Ou seja, eu mesmo decepcionei a mim!
Repito: Se não gosto da minha companhia, quem vai gostar? Se não consegui curar minhas feridas internas, quem vai conseguir curar? Se não enfrento os meus próprios pensamentos, quem vai enfrentar? Se não consigo rir das minhas próprias piadas ou bobagens, quem irá rir? Se não respeito a mim mesma, quem vai respeitar?
Sim, pode me chamar da maluca da terapia e da meditação. Eu sou mesmo! (risos) Recomendo sempre porque é cientificamente comprovado que funciona. O autoconhecimento é a saída para resolver qualquer dos problemas que você tenha na sua vida. Acredite! E, tanto a terapia quanto a meditação, são portais para o autoconhecimento.
Meditar é se colocar em silêncio e entrar em sintonia com o Universo. Quando começamos, é difícil ficar alguns segundos que seja sem pensar em nada. Mas depois, se torna um prazer tremendo. Você começa a controlar o que passa pela sua mente, sabe a causa e a conseqüência, percebe o quando coisas sem sentido, que fazem parte do passado, ainda voltam e tentam te roubar o presente e o futuro.  Percebe o quanto você estava sendo controlado por coisas que não pertencem a você. Então você limpa, pega o controle e muda sua vida!
A terapia é outra forma de resolver estas questões. Se encontrar, se aceitar e seguir em frente. É um fato! Você começa a perceber que certos fantasmas nunca existiram e isso é libertador. Seja pela meditação ou terapia, você vai descobrir que a resposta está sempre dentro de você e nunca mais vai se deixar controlar por falsos sentimentos de medo, solidão, ansiedade, insegurança...
Quando você se conhecer de verdade, vai começar a amar sua própria presença. Vai entender que estar com o outro é mais prazeroso se for opcional e não obrigatório. Cada vez os fatores externos vão te influenciar menos. Frio ou calor, multidão ou “casa vazia”, nada disso vai interferir no seu estado constante de graça, de felicidade, de prazer. Vai descobrir que estar com o outro é bom, mas a sua eterna companhia é você mesmo, então precisa se tornar uma excelente companhia!  
Leia aqueles livros que você comprou, guardou e esqueceu que estavam lá. Se aventure e faça aquela receita que você encontrou na internet. Ligue a TV em um Canal que você nunca parou para assistir. Vá ao cinema assistir um filme diferente dos que você costuma ver. Vá conhecer o bar de Jazz que está em um bairro vizinho e que nunca foi porque sua amiga não curte muito este tipo de musica. Experimente ir aquele novo restaurante da cidade, quem tem um cardápio incrível. Ponha uma roupa bacana e vá dançar.
Você tem um leque de opções do que pode fazer na melhor companhia do mundo: você mesmo! Se ainda não é essa boa companhia. Se torne! E, quanto bater aquela vontade de ligar pra o ex: amiga, se ele fosse bom seria atual. Então, acorda! Daqui a pouco o frio passa e você quer mesmo que o embuste esteja aí? Desapega!

Namastê
Muito obrigada!






domingo, 20 de maio de 2018

Onde está o príncipe encantado das mulheres do século XXI?


Quando era criança, minha mãe brincava que eu e minha irmã mais nova estávamos prometidas aos príncipes William e Harry, respectivamente (risos). Esta semana houve o casamento do segundo deles, que é um pouco mais velho do que eu, e lembrei deste período de infância, das brincadeiras sobre o príncipe encantado que chegaria em um cavalo branco e “salvaria” minha vida, e, em seguida, pensei nas conversas com minhas grandes amigas atualmente.
Os sonhos mudaram muito. Cada uma tem visão diferente de como seria o “príncipe”, o “homem ideal”: altura, idade, peso, profissão... Mas todos estes príncipes imaginários têm algumas coisas em comum. Estamos em 2018. Meu grupo de amigas e leitoras é formado, em sua maioria, por mulheres acima de 30 anos, inteligentes, bem sucedidas profissionalmente ou a caminho de se tornarem, equilibradas e espiritualizadas.
Somos felizes e, principalmente: nenhuma de nós precisa ser salva! Se ainda não temos a casa dos sonhos, ou fizemos a viagem dos sonhos, estamos a caminho de conseguir. Somos excelentes profissionais. Temos amigos incríveis, que são parceiros para todas as horas. Mas também gostamos de ficar em alguns momentos sozinhas, porque somos excelentes companhia pra nós mesmas. Então, onde entra o “príncipe encantado” nesta história?
Bem, para começar, ele precisa ser um homem feliz, que corre atrás dos próprios sonhos. Ele precisa entender que também somos mulheres felizes e independentes e que se escolhermos estar com eles é porque eles são importantes pra nós, mas não uma necessidade. Quando você precisa de uma pessoa, você está apegada a ela egoisticamente, e não resta espaço para amá-la. Se você precisa da pessoa, você não a ama, usa para tapar um buraco que existe dentro de você!
Ele deve entender que está chegando para somar amor, harmonia, paz, sorrisos, aprendizado... Somente para somar. Já tivemos nossas experiências, aventuras... Investimos muito tempo, dinheiro, lágrimas, sorrisos para nos tornarmos as pessoas que somos hoje. Então, somente uma pessoa que também se dedicou a se conhecer, entender e melhorar poderá entender e ser um companheiro nesta que, para nós, é a melhor etapa de nossas vidas.
Ser sincero é muito importante, assim como saber o que quer! Não gostamos de jogos. Deve entender também que, assim como ele, se sentirmos vontade de fazer amor, vamos telefonar e não há problema nenhum nisso. Ele deve gostar das nossas amigas, dos nossos familiares, porque são pessoas que fazem parte da nossa vida desde muito, muito antes dele.
O nosso “príncipe” deve nos admirar, em todos os sentidos porque nenhuma mulher como nós se envolve com alguém que não admira também. Respeito, força, foco também estão na lista. Porque também somos assim e por isso chegamos onde estamos. Adoramos carinho, atenção, cuidado. E pode ter certeza de que ele receberá tudo em igual proporção, porque somos feitas de amor.
Em resumo, não estamos buscando por perfeição: buscamos alguém para somar alegria, admiração, respeito, atenção e amor às nossas vidas. E é isso que temos à oferecer. Podemos ter sonhos diferentes, culturas diferentes... Mas o importante é ter os mesmos princípios básicos e, é claro, a famosa química, afinidade.
Então, se você não está feliz ou não se sente bem resolvido, invista em si mesmo e melhore. Só sendo muito bom para si mesmo você poderá ser bom para os outros e ser a princesa ou príncipe encantado de alguém.